PARIS! Quando o sonho virou pesadelo

janeiro 27, 2018

Paris... love is in the air... aquela música francesa ao fundo, ao estilo do filme Ratatouille (suspiro). Mas será que dá para curtir a cidade mais romântica do mundo sozinha, sem ficar nem um pingo melancólica? Descobri a resposta lá e vou contar neste post e no próximo.

Como tudo aqui neste blog, minha viagem a Paris tratava-se de um sonho... um sonho que foi realizado bem diferente da forma que imaginei. Quando criança eu sonhava em passar minha lua de mel em Paris, mas a oportunidade apareceu quando eu estava solteira e por que não aproveitar? Durante o planejamento do meu intercâmbio eu selecionei diversos países que gostaria de visitar, e Paris era o primeiro da lista. Eu estava decidida, eu visitaria Paris sozinha mesmo por 4 maravilhosos dias em dezembro de 2015. E novamente as coisas aconteceram bem diferentes de como imaginei... senta que lá vem história.


Fui de Londres a Paris no Eurostar (chique, bem) e paguei caro por isso (cerca de 200 euros), mas era Paris baby, e eu queria esbanjar pela primeira vez na vida. A viagem de trem em si não tem nada de legal, paisagem normal, trem normal, as únicas vantagens são: é mega rápido (2 horas e 30 minutos de viagem) e saber que você está naquele exato momento embaixo do canal da mancha é meio empolgante. Valeu a experiência.

Eu estava a 3 meses em um dos lugares mais seguros do mundo (Londres), onde existem câmeras em todo cantinho da cidade. Quando cheguei na Cidade Luz acabei descuidando, e muito, da minha segurança (estava mal-acostumada, né gente) ... cheguei no Gare Du Nord perto do horário do almoço, comprei passagens de metrô para os 4 dias, só para garantir, guardei minha linda carteira branca comprada dias antes na Primark dentro da minha bolsinha tiracolo e peguei o primeiro metrô que passou e desci bem bela na estação do hostel. Tinha uma padaria na saída do metrô, muito filme minha gente, parei para comprar um croassant (ai que chiqueeeeeeeeee), fui para o caixa realizar o pagamento e para minha surpresa eu não tinha mais minha carteira branca comprada dias antes na Primark... sim, minha gente, EU FUI FURTADA EM PARIS. Acontece que eu entrei com a carteira naquele bendito metrô, mas com certeza sai dele sem.
O desespero tomou conta do meu ser, comecei a checar minha bolsinha e mala dentro da padaria mesmo, tremendo como vara verde... meu passaporte ainda estava na bolsinha tiracolo mas nada de carteira. Fui direto para o hostel, guardei a mala, mas não pude fazer check-in, afinal eu não tinha pago... pelo menos ali tinha wi-fi...
Eu estava arrasada, meu sonho tinha virado meu maior pesadelo. Eu estava em outro país, qual eu não falava a língua, sem 1 centavo no bolso, com apenas meu passaporte e uma mala cheia de roupas (e sonhos). Eu tentei ir a embaixada (fechada), ao banco Itaú (fechado), era domingo droga! Resumo do dramalhão: um ano antes eu havia feito amizade com um francês em SP e ele salvou minha vida emprestando uma graninha para eu sobreviver aqueles 4 dias... Jana salvou minha vida indo me buscar em St Pancras - Londres, pois eu não tinha mais meu Oyster, muito menos libras... Dani também salvou minha vida me acalmando, reservando um hotel em Paris para os 4 dias aqui do Brasil, enviando energias positivas e me incentivando a não enfraquecer.
Pois bem, eu não enfraqueci, e curti aqueles 4 dias de uma forma deliciosa. Muitas coisas aconteceram dentro de mim durante esta viagem, foi uma transformação que me deixou muito mais forte graças a minha família e meus amigos que estiveram do meu lado em um dos momentos mais difíceis da minha vida, em uma das cidades mais lindas do mundo. Paris me transformou, não de uma forma romântica, de uma das formas mais duras possível... mas quer saber? Dá pra curtir e muito Paris desacompanhada, e com pouca grana. Dúvida? Espera o próximo post que eu vou provar. :)  
Depois ficar calminha, meu amigo francês me levou para ver a torre... Essa foto tirada no dia 05 de dez de 2015 (@blogperegrina)

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